
À medida que as relações evoluem, alguns casais procuram formas de reacender a paixão e reforçar os seus laços. Para alguns casais, que estão juntos há muitosanos, o libertarianismoprovou serosopro de ar fresco necessário para dar uma nova dimensão à suaintimidade.
A libertinagem é uma corrente de pensamento que teve origem na Itália do século XVI, com autores como Maquiavel, e que se difundiu em França no século seguinte. Foi originalmente um movimento aristocrático, surgindo primeiro na corte do rei. Não é de estranhar, uma vez que as pessoas comuns não tinham necessariamente tempo para tais considerações. E os aristocratas casavam-se pelo poder, com pouco ou nenhum espaço para o amor.
A libertinagem, muitas vezes envolta em mistério e juízos preconcebidos, oferece um campo de exploração fascinante para muitos casais. Para além da simples noção de relações sexuais múltiplas, esta prática abre um leque de experiências que redefinem a intimidade, a confiança e a cumplicidade numa relação, como aconteceu com Julie e Alexandre.
Os traços distintivos das libertinas: perfil e reputação
Eis o ponto de cultura geral (sabes que adoro, quase tanto como o sexo). Na história da literatura, as figuras libertinas emergem com características marcantes e, entre elas, o protagonista emblemático continua a ser, sem dúvida, Casanova. Estas personagens partilham traços comuns, distinguindo-se claramente dos outros protagonistas do seu tempo.
Características comuns
As figuras libertinas apresentam-se frequentemente como intelectuais, membros da aristocracia ou indivíduos que ocupam posições elevadas na sociedade. Personificam a riqueza e beneficiaram de uma educação refinada.
- Quer sejam homens ou mulheres, estas personagens possuem traços de personalidade distintos:
- São cultos, tendo sido educados nos escalões superiores da sociedade.
- Dotados de um carisma natural, destacam-se na interação social, utilizando habilmente as fraquezas dos outros em seu proveito.
- São obcecados pela busca do prazer sensual, muitas vezes desafiando os padrões e valores morais estabelecidos.
- A sua abordagem ao amor é muitas vezes tingida de cinismo e manipulação, jogando com as emoções dos outros sem olhar a consequências.
Manipulação e lenda
Estas personagens, com a sua capacidade de seduzir, enganar e dominar os outros em proveito próprio, distinguem-se pela sua imprudência face às consequências dos seus actos. Alguns deles tornaram-se ícones intemporais, como Casanova e Don Juan, cujas histórias transcenderam os tempos.
Casanova
Casanova, uma figura emblemática de Itália, é famoso pelas suas aventuras, contadas nas suas memórias intituladas “A História da Minha Vida”. Considerado o arquétipo do libertino do século XVIII, explorou tudo, desde o intelectual ao sexual, afirmando mesmo ter tido relações com cento e quarenta e duas mulheres.
Don Juan
Na literatura francesa, o Don Juan de Molière, diretamente inspirado em Casanova, encarna esta figura libertina. A sua reputação assenta não só na sua sucessão de conquistas, mas também na sua recusa de seguir qualquer doutrina, seja ela filosófica ou religiosa. A sua zombaria da religião levou mesmo à censura da sua peça durante quase duas décadas.
As acções e as personagens dos libertinos deixaram uma marca indelével na história literária, retratando uma faceta provocadora e muitas vezes escandalosa da sociedade do seu tempo. Desde então, a imagem dos libertinos evoluiu.

Casanova
Eles mergulharam de cabeça e eis o que ganharam com isso
No auge da sua relação, Julie e Alexandre sempre viveram uma vida apaixonada. Três filhos depois, sentiram uma necessidade imperiosa de recuperar a intensidade que outrora animava o seu quotidiano. Não se trata de cansaço, mas sim de uma procura de algo novo, de uma sede de aventura que os conduziu ao libertarianismo. Graças a esta nova abertura na sua sexualidade e na sua intimidade enquanto casal, eles viram efeitos positivos nas suas relações amorosas. Então, o que é que o libertarianismo lhes oferece? Como é que salvou a sua relação e estimulou a sua vida sexual? Eu conto-te tudo.
Auto-exploraçãoe reinvenção
A Julie e o Alexandre sempre andaram à procura de descobertas e o libertarianismo foi uma escolha óbvia. Um passo em direção a uma exploração mais profunda da sua sexualidade, uma forma de dar nova vida à sua intimidade. A decisão não foi isenta de receios, mas a sua primeira incursão neste mundo foi reveladora, oferecendo um renascimento da sua ligação.
Renovação e ligação
Neste mundo de respeito e bondade, o casal descobriu uma nova faceta da sua relação. Longe de enfraquecer a sua ligação, estas experiências em conjunto reforçaram-na. Redescobriram um sentimento de admiração, uma ligação redescoberta que transcende o simples ato carnal.
Regras e cumplicidade
Para preservar a sua intimidade, os dois pombinhos estabeleceram regras estritas, incluindo a de viverem todas as experiências juntos (não estou a falar de candaulismo, mas mais de partilhar experiências com o consentimento do outro, sejamos precisos). Esta decisão reforça a sua cumplicidade e permite-lhes explorar novos horizontes. Uma forma de consolidarem a sua relação, abraçando uma sexualidade libertada.
A chave do sucesso do libertarianismo reside no estabelecimento de regras claras e de limites bem definidos. Estes limites oferecem uma sensação de segurança e preservam a intimidade do casal, permitindo a exploração sem comprometer os fundamentos da relação.
Confiança e realização
Ao contrário das ideias preconcebidas sobre o libertarianismo, esta aventura requer uma confiança inabalável no teu parceiro. Para Júlia, a experiência reforçou a sua confiança em Alexandre. Uma verdadeira imersão na felicidade absoluta, que combina a realização pessoal e o enriquecimento mútuo.
10 vantagens do libertarianismo
- Redescoberta erótica: exploração sensual que reacende o desejo e a paixão.
- Cumplicidade profunda: a partilha de momentos íntimos reforça a ligação entre os parceiros.
- Regras claras: o estabelecimento de regras reforça o respeito mútuo e fortalece a relação.
- Confiança absoluta: reforça a confiança, conduzindo à felicidade absoluta.
- Exploração sem tabus: liberdade para experimentar sem julgamentos ou preconceitos.
- Aumenta a comunicação: melhora a comunicação sobre desejos e necessidades.
- Realização pessoal: reforça a autoestima e a descoberta dos próprios limites.
- Diversidade de experiências: cada experiência é uma aventura única e enriquecedora.
- Equilíbrio entre liberdade e compromisso: concilia a exploração com a estabilidade de uma relação sólida.
- Aumenta a intimidade: um meio de renovar a intimidade, por vezes perdida na rotina.
Uma palavra final
A história da Julie e do Alexandre testemunha o impacto profundo que o libertarianismo pode ter na vida de um casal. Para além da exploração sexual, é uma aventura íntima, uma redescoberta do outro, uma ligação renovada, testemunhando que esta escolha de estilo de vida pode ser um catalisador para revitalizar e consolidar uma relação amorosa. Esta história inspira-nos a repensar a dinâmica das relações de casal, ilustrando que, para além dos preconceitos, o libertarianismo pode ser um terreno fértil para o desenvolvimento e fortalecimento de laços afectivos e íntimos.
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